A Prefeitura de Araquari, por meio da Secretaria de Saúde, estabeleceu uma normativa para orientar os serviços da Atenção Primária à Saúde sobre a indicação, inserção, acompanhamento e retirada do implante subdérmico de etonogestrel.
O método contraceptivo, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), é uma opção reversível de longa duração, com ação por até três anos. Em Araquari, o processo de implantação ocorre de forma gradual, conforme o envio de remessas pelo Ministério da Saúde.
Até o momento, o município recebeu 170 unidades do implante. Desse total, 69 já foram implantadas em usuárias acompanhadas pela rede municipal de saúde. Por conta da quantidade ainda limitada, a oferta neste primeiro momento segue critérios de priorização, com foco em pessoas em situação de maior vulnerabilidade social e reprodutiva.
Segundo o setor de Atenção primária a Saúde/SMS do município, a organização do fluxo é essencial para garantir segurança, equidade e acompanhamento adequado às usuárias.
“Estamos estruturando a oferta de forma responsável, respeitando a quantidade recebida e priorizando conforme orientação do Ministério da Saúde. O implante é uma alternativa importante dentro do planejamento reprodutivo, mas precisa ser indicado com orientação, escuta e acompanhamento pela equipe de saúde”, destaca Enfermeira Suzana Czornei, da atenção primária à saúde.
Entre os critérios considerados pelas equipes estão usuárias de substâncias psicoativas, mulheres em situação de rua, mulheres e adolescentes em vulnerabilidade psicossocial, além de outros casos avaliados pela equipe multiprofissional, especialmente quando houver contraindicação a outros métodos contraceptivos disponíveis no SUS ou situações específicas que justifiquem o uso do implante.
A normativa também orienta os profissionais sobre o aconselhamento prévio, assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, avaliação clínica, possíveis contraindicações, acompanhamento após a inserção e cuidados necessários. A decisão pelo uso do método deve ocorrer de forma segura, informada e respeitando a autonomia da usuária, sempre com orientação da equipe de saúde.
A Secretaria de Saúde reforça que a implantação do serviço busca ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e fortalecer o cuidado integral na rede municipal. A oferta seguirá sendo organizada conforme a disponibilidade de novas remessas e a avaliação das equipes da Atenção Primária.