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Força-tarefa integrada pelo MPSC flagra intervenções ilegais em área ambientalmente protegida do Ervino

Uma operação realizada na zona sul da Praia do Ervino, em São Francisco do Sul, identificou novas degradações ambientais, supressão de vegetação de restinga e ocupações clandestinas em áreas ambientalmente sensíveis da região. A ação foi acompanhada pela 3ª Promotoria de Justiça e contou com a atuação da Polícia Militar Ambiental (PMA), do Ministério Público Federal (MPF), da Celesc, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do setor de fiscalização do Município, além do suporte da Polícia Militar. 

Nas vistorias em diversas vias da região, foram constatados desmatamentos, abertura irregular de áreas, instalação de cercas e porteiras, além da supressão de vegetação em áreas de restinga arbórea e arbustiva. As equipes também identificaram fundações de residências em construção e obras já em andamento, algumas das quais resultaram em autuações em flagrante e interdições determinadas pelos órgãos fiscalizadores. 

Ainda durante a fiscalização, uma das casas vistoriadas foi demolida por estar edificada em área de preservação ambiental, irregularmente desmatada. 

De acordo com a Promotora de Justiça Raíza Alves Rezende, titular da 3ª Promotoria de Justiça, “a ação demonstra a importância da atuação conjunta entre as instituições responsáveis pela proteção ambiental. A operação é fruto de uma parceria, uma cooperação entre as instituições que atuam na proteção do meio ambiente. Outras ações serão feitas, pois existe a necessidade de uma atuação urgente e coordenada para entregar uma proteção eficiente ao meio ambiente. As operações vão ser realizadas com a maior urgência possível, sempre de modo coordenado por todos”. 

A região da zona sul da Praia do Ervino que foi fiscalizada está no centro de uma série de medidas adotadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). É objeto de uma ação civil pública que resultou na suspensão judicial de um projeto de regularização fundiária conhecido como Núcleo Nogara, além de integrar um procedimento administrativo voltado à busca de soluções estruturais para aproximadamente 500 hectares da zona sul do Ervino. 

As fiscalizações e ações de campo decorrem diretamente de uma estratégia institucional definida em um despacho no Procedimento Administrativo n. 09.2025.2501-9, no qual se decidiu por um trabalho conjunto para a superação dos passivos urbanísticos e ambientais da região, com a realização de diligências para identificação de irregularidades, responsabilização de envolvidos e proteção das áreas ambientalmente preservadas.  

O documento do MPSC descreve que, paralelamente à ação judicial, foi proferido um despacho que criou uma estratégia para enfrentar, de forma estrutural, os problemas da região, incluindo investigações sobre parcelamento irregular do solo, comercialização de lotes e proteção de áreas de preservação permanente, além da articulação com diversos órgãos públicos para a construção de soluções permanentes. 

Segundo relata a Promotoria de Justiça, as diligências decorrentes desse trabalho já haviam identificado alertas de desmatamento e abertura de áreas para novas construções que vão além do perímetro do Núcleo Nogara, levando à atuação rápida da Polícia Militar Ambiental e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para impedir a consolidação de novas ocupações irregulares. 

“Os relatórios produzidos durante a operação agora serão encaminhados ao Ministério Público para instrução dos procedimentos em andamento e avaliação da outros. A partir da análise dos documentos, poderão ser adotadas medidas cíveis e criminais contra os responsáveis pelas intervenções ilegais, seja pelo Ministério Público estadual ou federal”, enfatizou.  

Ela reforçou, ainda, que a continuidade das fiscalizações é essencial para evitar o agravamento dos danos ambientais e garantir a efetividade das decisões judiciais já obtidas pelo MPSC na proteção da área. 

Fonte: 

Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente regional em Joinvill

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